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Recuperação ecológica do Cabeço Santo PDF Imprimir

A vertente ocidental da Serra do Caramulo foi, desde meados do sec. XX, extensivamente aproveitada para o cultivo de eucaliptos, usufruto que, associado a uma falta de regulamentação da actividade e à expansão, propositada ou inadvertida, de espécies com características invasoras, conduziu a uma degradação generalizada das formações espontâneas antes existentes, degradação acentuada pelos sucessivos incêndios e pela falta de medidas de minimização dos efeitos negativos dessas acções.

Um tal panorama apresentava já praticamente todo o vale do Ribeiro de Belazaima, no Concelho de Águeda, quando, em Setembro de 2005, um violento incêndio atingiu severamente a região, queimando numa única noite milhares de hectares de plantações e os restos de vegetação nativa ainda remanescentes. Tal como se previa, as áreas antes já afectadas pela presença da vegetação invasora sofreram um incremento da sua densidade e da sua distribuição, piorando ainda mais o panorama, se nada fosse feito.

Foi neste contexto que surgiu o Projecto Cabeço Santo. Aproveitando do facto de existir nessa montanha da freguesia de Belazaima uma grande propriedade sob gestão da empresa Silvicaima, e, ainda que o interesse principal da empresa seja o cultivo de eucalipto para a indústria de celulose, tirando o máximo proveito possível das obrigações a que se sujeita no âmbito dos processos de certificação florestal e mesmo da boa vontade dos seus responsáveis, foi possível pôr em marcha um projecto que tem como objectivo intervir em quase 100 hectares de terreno, promovendo a sua recuperação ecológica e a sua conservação. A própria Quercus adquiriu em 2006 um terreno de 7 ha no Cabeço Santo e tem em fase de aquisição mais alguns.

Para mais detalhes, consultar o blogue:
http://ecosanto.wordpress.com/