Conservação ex situ de Organismos Fluviais PDF Imprimir
Muitos dos peixes de água doce endémicos do continente português bem como vários outros organismos aquáticos, entre os quais plantas e invertebrados, encontram-se criticamente ameaçados de extinção. Estes endemismos ocorrem em pequenos rios e ribeiras do Sul do país, sujeitas a elevadíssimos níveis de poluição, degradação biofísica e fortes variações de caudal.

Acresce o facto de a maior parte dos peixes endémicos ameaçados ocorrerem em cursos de água localizados no Sul do país. O clima mediterrânico reflecte-se numa intensa variação sazonal do caudal. Durante o verão, estes rios estão reduzidos a alguns pêgos, facto que torna os organismos aquáticos particularmente vulneráveis a situações de seca extrema. Para aumentar a gravidade da situação, de acordo com os cenários desenvolvidos pelos climatologistas para o Sul da Península ibérica, relativos às alterações climáticas, prevê-se um aumento da frequência de situações de seca extrema.

Neste contexto, a Quercus sentiu a premência de encetar medidas que permitam a conservação ex situ das espécies dulciaquícolas mais ameaçadas de extinção, tendo-se estabelecido um programa de colaboração que envolve a Unidade de Investigação em Eco Etologia do Instituto Superior Psicologia Aplicada, o Aquário Vasco da Gama, a Faculdade de Medicina Veterinária, a EDP - Energias de Portugal e a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos. Pretende-se manter em cativeiro stocks adequados até que as condições ambientais mostrem melhorias significativas.

Simultaneamente, de forma integrada, os participantes neste projecto encontram-se a avaliar a possibilidade de intervir nas linhas de água mais relevantes para a conservação das espécies que se encontram em situação mais crítica.

Para mais informação: www.exsitu.quercus.pt